Thursday, May 24

Inferno #156: História dos três dias até à minha morte (?)

No antepenúltimo percebi que ia mesmo morrer. Chorei, pensei em mil soluções para continuar a viver, deprimi-me, fechei as janelas, não vi o sol, não dormi.
No penúltimo despedi-me de todos, ouvi as músicas de que mais gostava, li páginas que por uma razão ou por outra tinha deixado para o dia seguinte, saí, fiz o que nunca tinha feito.
No último dia morri.

E foi assim que comecei a viver. Porque o coração bate-nos para que percebamos que estamos vivos. Um dia cansa-se, e pára.

3 comments:

Alcebíades José said...

Lembro-me bem da primeira vez que morri, estava sol mas ainda não era Verão.
Lembro-me sobretudo de acordar vivo, nem no céu, nem no inferno, mas com um aenorme sensação de encontro, que as perdas já são muitas...

Francisca C. said...

Sim, os (re)encontros são o mais importante.

Alcebíades José said...

Continuo à espera do #157..