Tuesday, May 2

Inferno #107: {"falling in love again..."}

this time with Franz Ferdinand (just love and destroy) - I'm so complete...ah!, me and my love/hate for everything...




{"...I never wanted to./ What am I to do?/I can't help it."}

Thursday, April 27

Inferno #104: sugestão para o suicídio ideal '3.

Bater raivosamente com a cara contra uma parede de espuma.

Inferno #103: ainda sobre isso...

I was supposed to be trying my luck with you, but instead I'm finding some reasons in my head not to like you.

Inferno #102: sugestão para o suicídio ideal '2.

Asfixia com gás hilariante.

Inferno #101: sugestão para o suicídio ideal.

Overdose de smarties (ou pintarolas, para os mais nacionalistas).

Inferno #100: e porque a Primavera é amor...

Lovesongs won't take you to a safer place with butterflies and cotton candy. If you really want to know how life's like, just rock'n roll!

Inferno #99: Primavera.

A concentração em excesso de polén no ar já começou a dar frutos: parte do meu cérebro encontra-se emigrado. As restantes partes estão de momento demasiado ocupadas na elaboração dos devaneios românticos tão característicos da época do ano.

Monday, April 10

Inferno #98: As coisas demasiado simpáticas.

Uma pessoa como eu, não propriamente carrancuda, mas um pouco sarcástica, irrita-se com as coisas demasiado simpáticas que enfrenta diariamente. As coisas demasiado simpáticas (principalmente as coisas demasiado simpáticas sem razão aparente para tal) são como uma torneira de água quente que, delicadamente, decide jorrar apenas água à temperatura ideal.
Passo a explicar: a coisa demasiado simpática tira o agradável sabor a azedo do dia-a-dia, isto é, é algo com que não podemos embirrar ou resmungar, porque É DEMASIADO SIMPÁTICO! A coisa demasiado simpática providencia tudo com muito cuidado e ao nosso gosto, para que nunca possamos ter razão de queixa dela (quando toda a gente sabe que embirrar e ironizar são actividades fulcrais para o funcionamento saudável do ser humano).
Passo a listar algumas coisas demasiadamente simpáticas com que me debato diariamente:
  • A senhora que me atende todos os dias no café. Estranhamente, e contrariando muitos casos de antipatia crónica, a senhora do café está sempre sorridente, cumprimenta-me como se eu fosse a presidente da república e trata-me pelo nome. Como se não bastasse, já por várias vezes ficou ofendida quando me coibi de pedir o café por falta de trocos.

E que é feito do sr. Zé ou sr. Manel, com a unha do dedo mindinho comprida, o bigode oleoso, o hálito a bagaço e a boa má-disposição matinal?

  • A caixa de correio do gmail. Que queixas é que eu posso apresentar face a uma caixa de correio virtual que me avisa simpaticamente dos mails que chegam, detecta na perfeição todo o spam (e quando o elimino me diz «Oba!Nenhum spam!») e raramente tem problemas de funcionamente (situação em que, não obstante, me pede «muitas desculpas pelo incómodo. Dentro de momentos, e com os dedos cruzados, volte a tentar.»)?

Mas onde estão as caixas de correio com pouca capacidade de armazenamento, sem discriminação de spam, repletas de vírus?

  • O motorista de um autocarro que uso frequentemente. É um senhor que explica tudo muito amavelmente, espera que os velhos se sentem para que estes não caiam com o arranque do autocarro e deixa passar os outros carros sem resmungar.

Face a isto eu pergunto-me, onde está o bom motorista da carris, que arranca velozmente deixando metade dos passageiros em vias de tombar, que resmunga quando não há dinheiro certo para comprar o bilhete, que se atravessa à frente dos carros, que não abre a porta quando o transeunte chega atrasado para apanhar o autocarro e que não sabe dar indicações de nada?

  • A atenciosa empregada da loja, sempre disposta a ajudar em tudo, sempre ostentando um agradável sorriso.

Eu já quase choro de comoção quando reencontro a quase extinta espécie de empregada tiazona, de pronúncia afectada, cabelo loirérrimo armado em laca e anestesiante cheiro a perfume de marca (ou imitação de perfume de marca, sabe-se lá...).

Enfim, as coisas demasiado simpáticas são cada vez em maior número, e ocorrem diariamente, provocando a inibição da nossa capacidade de ripostar, ironizar e desejar torcer pescoços. Será o começo da perda de situações dignas de sarcasmo?

Inferno #97: partir o coração...

«Se eu não fosse um terrorista travestido, casavas comigo?»

Patricia Kitten, Breakfast on Pluto.

Inferno #96: manual de instruções.

Dica: Se o seu coração continua apertado após o último desgosto de amor, basta agitá-lo antes de abrir - e terá um coração novo, fresco como uma alface.

Monday, March 27

Inferno #95: in black.

Hoje não amanheceu o dia inteiro, só para me lembrar que tu não existes.

Inferno #94: em claro.

O dia todo a suspirar por essa música, rogando para que ela saísse de uma vez das minhas entranhas e voasse livre até ti, para que pudesses saber por uns minutos como é ser eu a pensar em ti dias sobre dias, semanas sobre semanas...

Friday, March 24

Inferno #93: O problema eterno: o Tal homem que nunca mais chega...

"I'm Waiting For The Man

I'm waiting for my man
Twenty-six dollars in my hand
Up to Lexington, 125
Feel sick and dirty, more dead than alive
I'm waiting for my man

Hey, white boy, what you doin' uptown?
Hey, white boy, you chasin' our women around?
Oh pardon me sir, it's the furthest from my mind
I'm just lookin' for a dear, dear friend of mine

I'm waiting for my man
Here he comes, he's all dressed in black
Beat up shoes and a big straw hat
He's never early, he's always late

First thing you learn is you always gotta wait
I'm waiting for my man
Up to a Brownstone, up three flights of stairs

Everybody's pinned you, but nobody cares
He's got the works, gives you sweet taste
Ah then you gotta split because you got no time to waste

I'm waiting for my man
Baby don't you holler, darlin' don't you bawl and shout
I'm feeling good, you know
I'm gonna work it on out I'm feeling good,
I'm feeling oh so fine
Until tomorrow, but that's just some other time
I'm waiting for my man"

Velvet Underground

"Here Comes Your Man

outside there's a box car waiting
outside the family stew
out by the fire breathing
outside we wait 'til face turns blue

i know the nervous walking
i know the dirty beard hangs
out by the box car waiting
take me away to nowhere plains
there is a wait so long
here comes your man

big shake on the box car moving
big shake to the land that's falling down
is a wind makes a palm stop blowing
a big, big stone fall and break my crown
there is a wait so long
you'll never wait so long

here comes your man
there is a wait so long
you'll never wait so long
here comes your man."

Pixies

Monday, March 20

Inferno #92: sobrecarga de poder.

Qual é o objectivo de me sentir a gaja mais boa do mundo, se estou em casa, de pijama!?
Pintar as unhas de vermelho tem destas coisas...

Monday, March 13

Inferno #91: da doença no geral e da constipação em particular.

A constipação é a mais estúpida de todas as doenças, porque não é bem doença (ninguém leva a sério uma pessoa que diga estar doente com uma constipação), mas, na realidade, se a constipação não é doença então é o quê?
O grande problema da constipação, bem como de toda e qualquer doença, é deixar uma pessoa muito sensivelzinha, muito «não me toques que eu parto-me!». Quando se está constipado, muito facilmente se fica à beira das lágrimas com as maiores idiotices e insignificâncias (e o facto de o nariz arder não ajuda muito a inverter esta tendência).
No fundo, o problema da constipação é um problema de compensação (eis a minha teoria): a inexistência de sensibilidade olfactiva e gustativa é (estupidamente, sublinhe-se) compensada com um excesso de sensibilidade emocional. E assim, por entre fungos de madalena arrependida e o coçar do nariz a arder quase em carne viva, o indivíduo constipado exibe comportamentos que não se proporcionariam se estivesse na posse plena das suas faculdades, como costuma estar quando não se encontra constipado.

Sunday, March 12

Inferno #90: Clubismos, futebolismos, fanatismos, hooliganismos e outros pós-modernismos...

Comunicado aos senhores que, pertencendo fanaticamente (e refiro-me apenas aos fanáticos) a um clube de futebol, se consideram donos da bola, da verdade, do mundo em geral e de outras coisas que tais:

Enfiem a bola de futebol, o ponta de lança, o guarda-redes, o canto, o árbitro, a baliza, o plantel, o treinador e suas treinaretes (vulgo técnicos) no sítio que mais vos aprouver, mas deixem o resto da humanidade em paz que já ninguém vos suporta!


P.S.: Agora ficava mal escrever alguma coisa como 'e viva o _______ [preencher espaço em branco]', não ficava!?

Inferno #89: O fora de Portugal.

O problema de atravessar a fronteira, nem que seja só para ir ali a Badajoz, é reparar nas coisas que os outros países têm que nós não temos. O problema maior é quando são coisas que o País deveria mesmo ter, que está já há muito tempo à espera de ter ou que eu acho que devia ter.

Inferno #88: Indefinições.

Já disse como as odeio?
Sim, é verdade, o mundo não teria metade da graça que tem se não existissem austeros pontos de interrogação e imprevistos nas nossas vidas, mas uma pessoa (eu) descobrir que a sua vida é um perfeito livro em branco e ninguém sabe o que se escreverá no futuro não tem muita graça. Pior que a consciência de que a vida é um livro em branco, é a consciência de que ele se escreve, principalmente, consoante as escolhas feitas (e recuso-me, terminantemente, a ser a principal responsável pelas consequências das minhas escolhas - era o que mais faltava!).
Não é de levar um gajo à loucura!!??


P.S.: Nota para mim mesma: deixar de pensar, de todo, sobre o que quer que seja.